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28/11/2017

Ônibus de Londres movidos a café começaram a funcionar neste mês


Ônibus de Londres movidos a café começaram a funcionar neste mês

Acredite, se quiser… Borra de café como combustível de ônibus. Pois isso é verdade, e o combustível começaram a ser usado para mover alguns dos ônibus de Londres desde o dia 20 de novembro. A firma de tecnologia Bio-bean diz que produziu um combustível à base de óleo de café suficiente para abastecer um ônibus por um ano. O biocombustível foi criado com a mistura de um óleo extraído da borra do café com diesel B20. A Transport For London (TfL), órgão responsável pelo transporte público na Grande Londres, tem se voltado cada vez mais para o uso de biocombustíveis na busca de de reduzir as emissões dos transportes na cidade. A capital do Reino Unido está num processo de substituição dos ônibus convencionais por modelos híbridos – elétricos e a combustão -, como também por ônibus movidos exclusivamente à eletricidade. Biocombustíveis feitos com produtos de resíduos, como o óleo de cozinha e o sebo do processamento de carne, já são usados em muitos dos 9 mil ônibus da capital. No entanto, esta será a primeira vez que um biocombustível derivado do café será adicionado ao sistema de transporte público de Londres. Os moradores da cidade produzem 200 mil toneladas de resíduos de café por ano, de acordo com a start-up. O Reino Unido consome cerca de 55 milhões de xícaras de café por dia, segundo informa a British Coffee Association. A start-up retira a matéria-prima de cafeterias e fábricas de café instantâneo para a extração do óleo na fábrica, onde o combustível é processado numa mistura com Biodiesel B20. Os ônibus podem ser abastecidos diretamente com o combustível sem qualquer necessidade de modificação. A empresa acredita que precisaria de pouco mais de 2,55 milhões de xícaras de café para produzir combustível suficiente para um ônibus de Londres circular por um ano, uma vez que o óleo é misturado com diesel. Até agora a start-up afirma ter produzido seis mil litros de óleo de café. “É um ótimo exemplo do que pode ser feito quando começamos a reimaginar o lixo como um recurso inexplorado”, disse o fundador do projeto, o biológico Arthur Kay. Pela quantidade de café que consumimos, o Brasil pode ser um excelente mercado futuro para a nova tecnologia.   Fonte: Diário do Transporte - Alexandre Pelegi   Imagem: Bigstock by nata_zhekova