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25/08/2016

Etanol para gerar energia elétrica pode ser a resposta para aumentar autonomia de carros e ônibus com bateria


Etanol para gerar energia elétrica pode ser a resposta para aumentar autonomia de carros e ônibus com bateria

Atualmente, estão entre os principais entraves para a ampliação de frotas de carros e ônibus totalmente elétricos com baterias a baixa autonomia e os custos em relação aos veículos que se movem com combustíveis considerados mais tradicionais, como gasolina e diesel.

Dependendo do conjunto de baterias e do trajeto, um ônibus totalmente elétrico hoje pode circular como autonomia entre 200 e 300 quilômetros, o que é pouco para um veículo que precisa operar até 20 horas por dia.

Mas o etanol, um combustível abundante no Brasil, pode ser a resposta para a questão da autonomia e também dos custos.

É o que estuda, por exemplo, a Nissan, que apresentou no Brasil uma van movida com uma Célula de Combustível de Óxido Sólido –SOFC,  na sigla em inglês.

Esse sistema gera energia elétrica usando etanol, água e ar.

O abastecimento pode ser feito aproveitando qualquer rede de combustível, com uma mistura de 55% de água e 45 % de etanol.

Não há nenhum tipo de combustão e o veículo não é considerado híbrido.

De uma maneira geral, o álcool e a água são depositados no sistema para produzir hidrogênio por meio de quebra de partículas. O hidrogênio é o gás que será responsável por abastecer a pilha de combustível, gerando eletricidade.

O caminho de toda a essa reação, em linhas gerais, já o sistema é complexo, se dá da seguinte maneira:

O álcool puro, ou misturado com até 55% de água, é depositado no tanque de combustível ligado a um reformador catalítico.

É neste reformador que o álcool puro ou com água é aquecido, havendo quebra das moléculas.

Esta quebra resulta em hidrogénio, oxigênio e carbono.

Estes elementos são enviados para uma célula de combustível.

O hidrogênio e o oxigênio são transformados em água.

A movimentação destas partículas gera a energia elétrica.

A energia elétrica então é armazenada em uma bateria.

A bateria então vai distribuir a energia para a tração do veículo

O gás carbônico volta para aquecer o reformador

O restante do gás sai pelo escapamento com água na forma de vapor

Segundo a Nissan, o processo resulta em ciclo de carbono neutro, ou seja, o gás que é liberado está na mesma condição e proporção que encontrado na atmosfera, retornando aos níveis da primeira fase do processo produtivo do etanol, que é a renovação da safra de cana-de-açúcar.

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

 

Imagem: Bigstock by Taina Sohlman