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17/02/2015

Goiânia testa ônibus elétrico chinês


Goiânia testa ônibus elétrico chinês

A prefeitura de Goiânia anunciou que até o final deste mês, parte do serviço de transporte, em título de testes, vai ser servido por um ônibus elétrico chinês, que depende apenas da energia armazenada nas baterias para se locomover. A programação é de 14 viagens por dia.

O veículo é da fabricante chinesa BYD – Build Your Dream Company Limited, que já realizou testes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Palmas, Curitiba, Distrito Federal, Campinas, Sorocaba e Piracicaba.

Com baterias de fosfato de ferro, o ônibus não emite nenhum tipo de poluente e possui autonomia entre 200 quilômetros e 250 quilômetros. A recarga nas baterias é realizada durante a noite, na garagem.

A BYD pretende terminar neste ano a implantação de uma fábrica de baterias e deste tipo de ônibus em Campinas, no interior de São Paulo.

A planta de 32 mil metros quadrados, sendo 20 mil metros quadrados de área construída, será a primeira unidade fabril da BYD na América Latina.

Com investimentos de cerca de R$ 250 milhões nesta primeira fase, a unidade vai ser responsável pela montagem de ônibus e baterias de fosfato de ferro. A planta também vai montar painéis solares e abrigar o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da BYD para a América Latina, com o objetivo de realizar estudos e criar novas tecnologias para a região com vistas a veículos elétricos (não somente ônibus), baterias, smart grid, energia solar e iluminação.

No Brasil, também está sendo testado outro modelo de ônibus com baterias. É o E-Bus, da empresa brasileira Eletra, com sede em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, em parceria com a japonesa Mitsubishi.

O ônibus que circula entre a capital paulista e a cidade de Diadema, no ABC, é de modelo articulado, com capacidade para 120 passageiros. Com 14 baterias, a autonomia é também entre 200 quilômetros e 250 quilômetros. A recarga na garagem é feita em três horas e há possibilidade de cargas rápidas no terminal de Diadema, que demora cinco minutos para ser feita e garante mais onze quilômetros de autonomia a cada operação.

 

Fonte e Imagem: Blog Ponto de Ônibus – por Adamo Bazani