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13/03/2013

Micros-executivos são opção para diminuir trânsito


Micros-executivos são opção para diminuir trânsito

Uma das formas de diminuir o trânsito nas médias e grandes cidades é oferecer opções de transportes coletivos diferenciados que possam atrair os proprietários de carros de passeio que dificilmente deixariam o transporte individual pelo público nas atuais circunstâncias.

Para isso, o transporte coletivo executivo ou seletivo deve ser rápido, confortável, com boa oferta de horários e apesar de poder ter tarifa mais alta que o convencional, deve ser vantajosa. E essa é a aposta do DFTrans – Distrito Federal Transportes, que gerencia os serviços na Capital Federal.

A Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios – PDAD, elaborada e aplicada pela Codeplan – Companhia de Planejamento do Distrito Federal, revela que 54,4% dos entrevistados na Octogonal e no Sudoeste trabalham no serviço público federal ou distrital na área central do Plano Piloto.

Por conta disso, o DFTrans entende que há demanda para mais ônibus executivos e mais linhas e que a expansão destes serviços pode fazer muita gente deixar o carro em casa.

Os micro-ônibus executivos têm capacidade para 26 passageiros e contam com poltronas reclináveis, ar condicionado e internet wi-fi gratuita.

Os serviços executivos são apontados como uma forma de transporte público eficiente para tirar carros das ruas, ainda mais em regiões que recebem grande fluxo de pessoas que moram próximas umas das outras e que muitas vezes, sozinhas nos carros, fazem praticamente o mesmo trajeto.

A CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos – de São Paulo foi uma das pioneiras na implantação de linhas executivas de ônibus. Nos anos de 1980, já circulavam ônibus com serviços diferenciados em várias regiões da cidade de São Paulo. Em junho de 1991, a Prefeitura criou, por decreto, 156 linhas executivas.

Mas sem prioridade no espaço urbano, os ônibus começavam a enfrentar o trânsito que ano após ano se tornaria pior. Também havia alguns equívocos de planejamentos com muita sobreposição às linhas convencionais. Assim, muitas linhas executivas iam deixando de despertar o interesse dos passageiros.

Com privatização da CMTC, que foi dividida em três fases entre 1993 e 1994, na gestão do então prefeito Paulo Salim Maluf, as linhas executivas foram perdendo ainda mais força.

Especialistas apontam que com bom planejamento e tráfego em vias alternativas. São Paulo teria espaço e necessidade do retorno das linhas executivas com maior intensidade, mesmo que sejam operadas apenas com micro-ônibus que ofereça mais conforto.

      Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes