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27/03/2014

Ônibus atende mulheres que sofrem violência em São Paulo


Ônibus atende mulheres que sofrem violência em São Paulo

A região metropolitana de São Paulo recebeu nesta segunda-feira, dia 24 de março de 2014, um ônibus preparado para atender mulheres que sofrem violência de diversos tipos. O “micrão” Caio Foz Super – Volkswagen/MAN – 15-190 foi cedido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM) para a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e faz parte do programa “Mulher, Viver sem Violência”. A partir da primeira quinzena de abril, o veículo vai percorrer bairros onde a s prefeituras da região metropolitana e a Polícia Civil detectaram maior número de ações violentas contra as mulheres, como Parelheiros e Engenheiro Marsilac, no extremo Sul da Capital Paulista. O veículo possui salas internas com equipes multidisciplinares, como da área da saúde, de segurança e de direito. Em nota, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que um ônibus é essencial para tornar os atendimentos mais próximos das mulheres. “A vantagem de ser uma unidade móvel é que você pode levar as autoridades até onde a violência ocorre. Você não fica, passivamente, em uma delegacia da mulher ou no equipamento público, aguardando que a denúncia chegue. Você vai ao encontro do problema para superá-lo. Você vai onde ele está e coloca as autoridades competentes para resolver aquela situação” – disse Haddad em nota emitida pela prefeitura de São Paulo. Além da Capital Paulista, este ônibus vai circular em cidades como de Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Jandira, Osasco, Poá, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Taboão da Serra. No país, são 54 ônibus deste tipo. O Governo do Estado de São Paulo deve receber mais dois ônibus para o interior. “Quando as mulheres sobem os degraus desses ônibus, sem dúvida elas estão deixando para trás o medo, o pacto do silêncio. Estão rompendo um dos maiores paradigmas e uma das maiores muralhas, que é o medo de denunciar o homem que ela escolheu para viver. Ela se torna um sujeito de direitos”

MEDIDAS CONTRA O ASSÉDIO NO TRANSPORTE PÚBLICO: A secretária municipal de Políticas para Mulheres de São Paulo, Denise Motta Dau, disse que a prefeitura estuda duas medidas para minimizar os atos de assédio sexual nos ônibus da Capital Paulista. O poder público negocia com as empresas a instalação de câmeras nos ônibus que filmem o corredor do veículo e deve treinar funcionários da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) para detectarem os casos e chamarem ajuda policial.

  Fonte e Imagem: Blog Ponto de Ônibus