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30/05/2014

Ônibus usado: como em qualquer outro negócio, detalhes são fundamentais


Ônibus usado: como em qualquer outro negócio, detalhes são fundamentais

Felizmente, já se foi o tempo que apenas a assinatura de um papel garantiria bons resultados financeiros para uma companhia de transporte de passageiros. Hoje a concorrência é grande e, a qualquer descuido, uma empresa de ônibus usado pode perder demanda, mesmo sendo urbana com linha definida e operação exclusiva.

É certo que o poder público não está ainda fazendo adequadamente sua parte ao não criar políticas de mobilidade urbana, que são muito além de obras, que deem preferência no espaço urbano ao transporte coletivo para que ele seja ágil, confortável, barato e, conseqüentemente, se torne atrativo em relação aos meios de deslocamento individuais. No entanto, apesar de prestar um serviço público, uma empresa de ônibus é um negócio. Assim, as companhias de transporte também devem fazer sua parte para evitar a perda de passageiros.

O empresário de ônibus usado deve ter uma visão mercadológica de seu negócio

Quebrar velhos conceitos para isso é fundamental. Um exercício interessante, que beneficia a população, o poder público e o próprio negócio, é enxergar o ônibus como uma loja que vende o mesmo produto que outra loja que fica em frente: o carro ou a moto.

Pontualidade, frota que não quebra toda hora, direção segura por parte do motorista é o mínimo que se espera de uma empresa de ônibus.

Mas atenção! O assunto é concorrência. Quem só oferece o mínimo, tende a não ficar bem no ramo.

E as empresas de ônibus, para o bem de todos, passageiros e delas mesmas, devem pensar nos detalhes, que parecem sutis e que não são percebidos pela população, mas que fazem sim a diferença.

Uma prova disso é uma pesquisa de 2012, cujos resultados são válidos até hoje do IBHE (Instituto Brasileiro de Hospitalidade Empresarial). A pesquisa mostra que a padronização no atendimento não atrai clientes e que o consumidor brasileiro hoje busca algo a mais das empresas prestadoras de serviços. Respeito e Confiança continuam como os itens mais escolhidos pelos clientes: 26%. Mas outro item chama a atenção: o Encantamento, segundo a pesquisa, responsável por 14% das pessoas que consideram este aspecto fundamental para a prestação de um serviço.

O Encantamento, segundo o instituto, significa a capacidade da empresa fazer com que ela seja escolhida pelo consumidor. E o encantamento vem através da oferta de diferenciais, mesmo que aparentemente pequenos.