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09/07/2013

Professor de Harvard defende ônibus de alta capacidade para São Paulo


Professor de Harvard defende ônibus de alta capacidade para São Paulo

Durante abertura do Seminário da Capital Paulista, realizado pelo Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, o economista, especialista em cidades e professor da Universidade de Harvard, Edward Glaeser, defendeu a ampliação de sistemas de ônibus de alta capacidade para São Paulo. Ele afirmou que São Paulo é um dos lugares em todo o mundo onde as pessoas mais perdem tempo para se locomoverem.

Segundo o pesquisador, que se aprofundou em estudos sobre problemas de metrópole, corredores de ônibus BRT, além de proporcionarem maior velocidade e atratividade ao transporte público, sendo uma das ações para o combate ao trânsito e poluição, se integram melhor ao ambiente urbano sem causar grandes impactos na paisagem da cidade.

Ele afirma que os corredores de ônibus têm mais vantagens em relação a outros sistemas de transportes considerados de média capacidade, como o monotrilho: é mais barato, de implantação mais rápida, o que é essencial diante das urgências nas cidades, pode ter áreas verdes e ciclovias ao redor, é mais flexível e, bem planejado, pode ter capacidade de transportes até maior.

Edward Glaser disse que apesar dos problemas nas cidades, pesquisas da Universidade mostram que as pessoas, mesmo em áreas periféricas, se sentem mais satisfeitas que os moradores de áreas menos urbanizadas.

Para ele, há uma relação entre densidade populacional e renda, sendo o ganho do trabalhador maior mesmo em periferias do que o ganho de quem mora em áreas rurais, isso já levando em consideração as diferenças nos custos de vida.

O professor classificou três desafios principais que São Paulo deve superar: Trânsito/Mobilidade Urbana, Saúde e Segurança.

Na área do trânsito e mobilidade, os ônibus de alta capacidade integrados a redes de metrô e ciclovias são essências. Para a segurança, não bastam apenas políticas de enfrentamento ao crime, mas em conjunto, devem ser tomadas ações de cunho social e educativo, levando oportunidades para as áreas mais carentes. No setor de saúde, além da ampliação da rede de hospitais e unidades de bairro, entram como práticas tidas como importantes, mudanças nos hábitos da população, mais saneamento básico e a medicina preventiva. O estudioso destacou a importância de programas sociais como o Bolsa Família.

Fonte: Canal do Ônibus