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29/11/2012

Secretário-geral da Fifa elogia ônibus híbrido da Volvo


Secretário-geral da Fifa elogia ônibus híbrido da Volvo

Jérôme Valcke está visitando as cidades sedes da Copa do Mundo. Para ele, mobilidade e sustentabilidade são tão importantes quanto estádios .

A população brasileira não precisa de futebol. Precisa de um país que ofereça a estrutura mínima para a qualidade de vida e desenvolvimento. O secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, tem visitado diversas cidades onde vão ser realizados os jogos da Copa do Mundo de 2014 para verificar as obras dos estádios e de infraestrutura. Nesta terça-feira, dia 27 de novembro, o dirigente esteve em Curitiba, no Paraná, e disse ter ficado satisfeito com as configurações do estádio Arena da Baixada, que terá lugar para 45 mil pessoas, assentos perto do gramado e cobertura oficial.

Mas o que chamou a atenção de Jérôme Valcke foi a estrutura de transportes na cidade. A mobilidade em Curitiba é baseada majoritariamente em ônibus, com destaque para os sistemas de BRT – Bus Rapid Transit, corredores modernos com pontos de ultrapassagem para evitar filas de veículos nas paradas, estações tubo com piso no mesmo nível do assoalho do ônibus garantindo a acessibilidade, proteção do passageiro em relação às intempéries, sistemas de informação e pré-embarque, que é o pagamento da passagem antes da entrada no ônibus, o que faz com que o veículo perca menos tempo nas paradas.

Jérôme Valcke também andou num ônibus híbrido da Volvo, movido por dois motores: um a combustão e outro elétrico, que pode reduzir em quase 90% o nível de emissões dependendo do poluente e em cerca de 35% o consumo de combustível.

A tecnologia é híbrido paralela. O motor elétrico dá partida no ônibus e faz o veículo se movimentar até 20 km/h, que são as ocasiões que um ônibus convencional polui mais. Depois disso, entra em operação o motor diesel ou biodiesel que também gera energia para ser armazenada em baterias, usada para o funcionamento do propulsor elétrico. O dirigente da Fifa disse, em coletiva à imprensa, que todos os avanços de mobilidade causados pelas obras da Copa devem ser acompanhados pela preocupação sobre os impactos ao meio ambiente: “Quando se organiza um evento como esse, a sustentabilidade é uma necessidade evidente. É preciso se preocupar com o mundo. Estamos investindo muito nas arenas e em mobilidade, então, é preciso pensar no impacto sobre o Brasil e sobre o resto do mundo. Queremos uma Copa verde. Esse é uma questão que consideramos desde a candidatura do país e também como legado” – declarou Jérôme

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes